domingo, 6 de novembro de 2016

Pare a ação


Éramos e agora somos
pequenas partes daquilo que ficou marcado.
Somos as lembranças que vivemos
Jun-tos
E agora somos parte das lembranças que vivemos
S-e-p-a-r-a-d-o-s.

Mas não somos todos construídos a partir de pequenos fragmentos de lembranças?
Ou somos muito mais que apenas os momentos que compartilhamos?

Existimos, e é tudo.
Não nos pertencemos.
As pessoas não pertencem.
As pessoas são.
As pessoas vivem, sozinhas ou não
Coexistindo
para existir.
Até entenderem que a vida nada mais é
que uma eterna se-pa-ra-ção.
Assis, 6 de novembro de 2016.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Sobre-o que-vivo?

























Amanhece
Suspiro
Insônia
Sobre-o que-vivo?
Nada faz sentido
Aqui dentro é só confusão
Não sei se medito ou escrevo
Nunca soube entender este coração.
Insatisfeita pelo que não alcanço
Grata por aqui estar.
Não sei se essa dor passa
Ou fica mais um pouco pra me atormentar.
Suspiro
Respiro
Alívio
Me vivo onde ainda não deveria estar
Confusão e dor se misturam
Ainda procuro um lugar pra chamar de lar.
Poà, 7 de julho de 2016. 5:50

terça-feira, 26 de abril de 2016

Sismologia da saudade


Chuva lá fora,
saudade aqui dentro.
Lembranças sísmicas
que fazem meu peito de epicentro.

Abraço no guarda-chuva,
banho quente no chuveiro.
Saudade registrada
pelos abalos do amor primeiro.

Reciprocidade em seus beijos,
calor em nossa cama.
Saudade magnetizada
pelo calor que de mim emana.

Laço do cabelo,
cheiro no travesseiro.
Saudade ostentada
nas placas do meu desespero.

Anseio e desespero chocam-se
nas zonas de subducção.
Sismologia da saudade tua,
pelos abalos em meu coração.
 Fernanda Sousa,
Assis, 26 de abril de 2016




quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Carta aberta: Por que quero ser professora?

Sociedade dos poetas mortos (1989) - "O que quer que digam, palavras e ideias podem mudar o mundo."
Desistir do curso de direito e explicar a todos meus amigos e familiares que agora quero cursar letras não está sendo fácil. Portanto escrevo essa carta aberta a todos que por preocupação com minha futura carreira, com meu estado mental ou por simples curiosidade  para dizer os motivos que me fazem ensejar essa profissão pouco valorizada em nosso país e pelos nosso alunos.

Minha mãe sempre disse que desde pequena eu queria ir à escola, ela dizia que eu via outras crianças maiores indo estudar e não parava de inferniza-la perguntando quando chegaria o meu dia. Esse dia chegou, e a partir daí uma paixão nasceu em mim. Eu não me lembro da minha primeira professora, porque ela me detestava, mas lembro-me muito bem da segunda, Vânia, se não me engano. Foi com ela que aprendi o alfabeto, o alfabeto silábico e li minha primeira palavra: belo. Conheci os números também, mas os mesmos não me despertaram nenhuma curiosidade. Cada palavra nova que aprendia me encantava

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