quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Dessa vez eu não estarei aqui por você

Você chegou, não se apresentou, não me convidou para entrar, não sorriu, não disse nem ao menos um oi. Mas lá fui eu... Disse meu nome, entrei sem ser chamada, sorri todas as vezes que te olhei e enchi sua cabeça com tudo que eu gostava de falar. Aos poucos eu te descobri, aos poucos você se revelou e aos poucos eu estava mais envolvida. Não gosto de dizer o quanto me arrependo por não ter tentado nada antes, mas talvez tenha sido melhor, melhor para mim. Porque se você me tivesse, se você realmente me quisesse, você certamente não iria se arrepender.
Eu me ofereci, me doei, por muitas vezes até mesmo me arrastei. E você querido? Me diga algo que você fez por mim? Me diga quantas vezes você moveu montanhas só para me ver? Quantas vezes desviou das pessoas só para seu olhar encontrar o meu? Quantas vezes você sentiu minha falta?
Sinceramente? Isso não me importa. Na verdade eu me importo, mas não procuro mais por essas respostas.
Estou indo embora, e a distância entre nós está tão clara quanto o seu desamor por mim. Dessa vez estou indo porque sei que chegou a hora de te deixar, não estou mais indo só para que sinta saudades. Querido, te prometo: dessa vez eu não vou voltar.

domingo, 27 de novembro de 2011

Sobre amadurecer


Amadurecer. Tenho ouvido essa palavra a algum tempo desde que algumas coisas me aconteceram, e percebi que muitas pessoas falam isso, mas que não sabem o que ela realmente significa. Me diz, o que é amadurecer? É crescer e começar a ter responsabilidades? Tem mesmo certeza de que é apenas isso?
Amadurecer vai muito além, muito além de tudo que podem te dizer. A pouco tempo, pouco mesmo, me disseram que amadurecimento vem com o tempo, e que não devemos busca-lo. É algo natural, algo que chega e quando você para pra pensar, enxerga o quanto amadureceu. Não é algo que qualquer um consegue perceber. É algo de nós mesmos, algo que nunca vão mudar, consegue entender? Amadurecer é quando você tá pronto. Isso, quando tá pronto. Como uma fruta.
Todos nos falam sobre amadurecer, mas nunca nos falam como é apodrecer. Como é ter perdido o tempo que você estava pronto, e o que fazer quando já não há mais tempo.
Talvez isso seja um texto de em que me refiro ao tempo que perco, e ao mesmo tempo de amadurecer com esse tempo que estou perdendo. Apesar de tudo, não sinto que estou apodrecendo, sinto que estou mais forte. E isso me faz perceber que não somos como as frutas, mas se não nos esforçarmos, nos tornaremos como tais.
Enfim, nem amadurecer, nem apodrecer. Saberei quando estiver pronta.

sábado, 26 de novembro de 2011

Dose certa

Estava um pouco cansada, e apesar da dor em seus pés, m seu rosto estavam um sorriso perfeito - e sincero -. Tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo, quase nada. Esperou a semana toda para aquele dia, parecia uma criança na semana do aniversario. Sabe quando algumas horas fazem valer a pena todos aqueles dias por quais você esperou? Então... Estava feliz sim. Ela já havia se acostumada com pouco, que tudo que estava acontecendo já parecia muito.
Quando chegou, e seus olhos encontraram o teto de seu quarto, não podia conter a felicidade. Parecia que conseguia lembrar de cada sorriso, cada piada, cada olhar...
Se sentia mais confusa, como já era natural. Mas estava feliz, não muito, mas o suficiente.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Metades

Um pedaço de papel meio rasgado, meia dúzia de pratos meio sujos, alguns copos meio vazios, e duas pessoas meio felizes. Era tudo que ela conseguia enxergar, pelo menos naquele momento. Os dois estavam quase ali, se não fosse por suas mentes que estavam longe demais. Ela pensando no quanto gostava dele, e ele pensando quando finalmente saberia o que ela sentia.
Estavam os dois pela metade, mas ainda faltavam muitas coisas para finalmente se sentirem completos. Eles poderiam fazer muitas coisas naquele momento, mas a verdade é que meio amor ainda não é suficiente.
Seus olhares se encontraram no meio de tantos meios, e não foi preciso dizer nada. Suas mãos apenas se tocaram, e foi o suficiente pra saber, que meio amor, é amor também.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

mais do que suficiente

Garoto gostaria de ter a mesma inspiração que costumava ter quando nos conhecemos... Não é que hoje meu sentimento por ti seja menor, mas garoto, hoje eu sinceramente gostaria de dizer essas palavras no pé do teu ouvido. Cansei de querer mostrar pro mundo um sentimento que é só meu.
Muitas coisas aconteceram, desde quando tudo começou... E olha onde estamos? Exatamente no mesmo lugar. Por um momento acreditei que sentia falta do que você costumava ser, mas depois querido, depois que realmente te conheci... Ah meu bem, como gostaria de voltar no tempo só pra te abraças mais vezes...
Gostaria que estas palavras que escrevo chegassem para ti, mas por algum motivo, eu não consigo. Mas sei lá, se você por alguma milagre cósmico do universo está lendo isso, obrigado. Não, não me pergunte porque... Só sinto a grande vontade de te agradecer, talvez por só estar na minha vida...
P.S. Pode ser que não seja tudo isso, mas esse pouco me faz feliz...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

apenas mais um pouco de bagunça

A bagunça estava clara. Seus cabelos presos de uma maneira desajeitada queriam se desprender daquele laço. Seus olhos estavam perdidos - como de costume - perdidos em algo que certamente ela não sabia. Seus pensamentos flutuavam, de tão longe, ela nem ao menos sabia no que estava pensado. Novamente a confusão havia a encontrado. E lá estava ela, rodeada de pessoas e sozinha... Ela conhecia aquela sensação - e tão bem - sabia que daqui a pouco novamente as lágrimas voltariam... Diferentes é claro... Voltariam sem vida. Sua cabeça estava tão confusa que talvez chorar fosse automático. Seus olhos não se embaçavam, mas conseguia sentir as pequenas gotas deslizando sobre sua face. Estaria ela sozinha novamente? Ou isso era apenas falta? Falta?! Mas de quê? Na verdade, nem ela sabia...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mais que uma carta

Sabes quantas vezes meu corpo ansiava por teus abraços? Realmente sabes o quanto queria estar ao teu lado agora? Sabes também o quanto gostaria de estar lhe dizendo pessoalmente todas essas palavras? Me desculpe, mas eu tenho a velha mania de complicar... Formar palavras e coloca-las num pedaço de papel é bem mais fácil do que formar frases e dize-las na tua frente. Perdoe-me novamente, é apenas meu jeito, complicada. Apesar de ser muito mais fácil entregar-lhe esse pedaço de papel, jamais saberei realmente qual foi tua reação... Não saberei se sorristes ao ler essas pequenas palavras. Não sei se teu rosto se espantaria com a surpresa dessas frases complicadas. Mas prefiro perder este momento, pois de alguma forma sinto que sua reação não será tão boa, ou será... Viu? Eu nem ao menos sei o que esperar de você... De tudo isso é o pior... Não saber o que pensas, não saber absolutamente nada... Eu só não sei. E mesmo depois disso sinto que continuarei sem saber, pois provavelmente não te entreguei isso, e agora estou apenas lendo minhas palavras fingindo ser você. E bem se eu te entreguei... Eu devo estar completamente fora de mim.
Não espero nada de ti, nem ao menos uma meia duzia de palavras sinceras, ou até mesmo falsas... Um abraço do tipo: "me desculpe, mas não posso..." seguido de uma bela desculpa... Meu bem, teu desamor não me magoa, tua sinceridade é o fato que me encanta. Então seja sincero, então não finja, não fuja, não minta.
Enfim, estou te enrrolando com todas essas palavras perfeitas só para dizer pra você que acho que você é mais especial do que eu imaginava...
P.s. em outras palavras estou tentando te dizer que te amo eu acho...

sábado, 17 de setembro de 2011

Sextas


Era uma noite de sexta feira qualquer, apesar de toda aquela bagunça organizada e aqueles copos vazios sobre a mesa, era simplesmente uma sexta feira. Uma que talvez ela esqueceria depois de alguns dias. Seu coração parecia com um dos copos: totalmente vazio. Acharia qualquer coisa no meio da bagunça, menos o que mais procurava. Por quê? Por que era obrigada a se sentir de tal maneira? Por que a ausência dele deixava-a daquele jeito? Seria assim por mais quanto tempo? Quantas sextas teria que passar sozinha até finalmente ouvir o seu telefone tocar para finalmente sair despreocupada de qualquer coisa que um dia a preocupara? Quantas sextas feiras passaria sozinha até finalmente ter uma que valesse a pena se lembrar?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

muito mais que amor


Seus braços estavam pousados sobre a mesa velha, seus olhos se encontravam perdidos em algum objeto qualquer daquele cômodo. Passava tanta coisa por sua cabeça, que não conseguia pensar em nada. Sentia-se tão cansada que até seu coração parecia adormecer. Era ela, o silêncio e sua vontade incessante de simplesmente estar em qualquer outro lugar.
Ele a observava devagar, como se fosse uma obra de arte mal interpretada, estava lá debruçada com seus pensamentos e seus cabelos bagunçados, pensou no que ela estaria pensando, pensou se ela gostaria que ele fosse até lá.
Os olhos dela, só deram tempo de captar a sombra dele atravessando a porta.
- Obrigado - bufou sozinha.
- Por nada. - ela se virou rapidamente ao perceber que ele ainda estava lá. - não, não fui eu que cruzei a porta.
Enquanto o observava chegar perto, ela continuou em silêncio, seu olhar encontrou o dele.
- Não se incomode...
- Por favor, não fale nada...
Ele simplesmente a abraçou e então ficarão lá, pensando em nada juntos.


sábado, 3 de setembro de 2011

questão de janela

Deixe-me entrar. Abra as janelas do teu coração e apenas me deixe soprar, soprar um pouco do amor que eu tenho guardado dentro de mim. Deixa-me ser o vento que acaricia tua pele, que tira teu cabelo do lugar, que sopra pra longe as folhas dos teus desenhos. Deixa-me ficar. Tire as cortinas de sua janela, e me deixe iluminar teus belos olhos castanhos, teu sorriso, me deixa dar brilho para esse teu rosto. Deixa-me tentar entender o que se passa na tua cabeça, me deixe ver se com o meu brilho em teus olhos consigo decifrar cada detalhe que você deixa a subentender.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

muito mais que acreditar

O problema era que ela esperava muito mais do que realmente tinha para receber. Enquanto sentava e pensava nas coisas se sentia confusa, e até um pouco sufocada. As coisas facilmente machucavam ela, era um defeito que ela jamais conseguiu concertar. Ela sabia que tudo que acontecia não era por acaso, mas preferia acreditar que de uma hora para outra tudo iria mudar sem mais nem menos.
Vivia cercada de sonhos, mas muito mais de ilusão. nunca aceitou acreditar o que estava na sua frente, preferia pensar que nada aconteceu.
Por que talvez mentir pra si mesmo, é bem melhor que sofrer... Alguns pensavam que ela vivia na mentira e outros achavam ela apenas sonhadora, mas só ela realmente acreditava.
Aquela velha história de repetir a mentira até ela se tornar verdade é mentira, o máximo que acontece é você desistir do sonho.
Mas isso é outra história, agora ela só esta confusa e talvez um pouco cheia... Cheia dela mesmo, cheia dos sonhos, cheia de não acreditar.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Abrindo os olhos.

Ela era o tipo de garota que se cansava rápido, mas nunca desistia, porque sempre faltava coragem. Era divertida, tinha muitos amigos, e amava ser amada. Havia conhecido um milhão de caras, mas nunca nenhum que tivesse realmente gostado dela de verdade. Tinha esquecido como era a sensação de ter alguém.
Procurou o cara dos seus sonhos em todos os caras mais ou menos que havia conhecido, mas eventualmente nunca achou. Problemas, esse era o nome que ela dava para esses caras. O problema era sempre eles, e nunca, jamais e em nenhuma circunstância era ela. Então, simplesmente cansou. Cansou apenas de procurar, mas continuava na espera... Até conhecer ele.
Ela não sentiu nada de diferente na primeira vez que o viu, acho ele legal e deduziu que teriam uma bela amizade. Ele era engraçado, espontâneo, e sempre fazia ela sorrir. Descobriu um amigo, talvez alguém que nunca tenha tido antes. Alguém com quem contar. Porém percebeu que precisava de algo mais intenso, um amor mais forte talvez, bem mais que um grande amigo, ela estava precisando mais do que um ombro amigo e abraços de vez em quando.
O que ela não percebeu de cara, é que tinha a melhor coisa, algo que nenhum outro cara qualquer poderia dar. Ela tinha amor. Ela amava e tinha certeza de que era amada. Mas achava uma estória complicada demais, e preferiu esquecer. Preferiu esquecer a estória, mas não ele.
Seu amor por ele era tão forte, que jurava que um dia iria acordar com o coração para fora da boca. Nunca tinha sentido isso. Mas tinha certeza que era o melhor sentimento do mundo.
O que ela estava realmente procurando? Um cara para dar alguns beijinhos e depois descobrir que havia sido traída? Não, ela procurava aquilo que ela já tinha e por isso nunca tinha achado.
Ela não teve sorte, ela apenas abriu os olhos e viu o que sempre esteve ao seu lado.

quarta-feira, 16 de março de 2011

a velha estória de esperar...

Venho sofrendo há muito tempo por um mal muito conhecido, chamado impaciência. Não por nada, tudo bem que tem certas coisas que temos que realmente esperar, mas por que? As coisas seriam mais fáceis. Tudo bem que hoje queremos tudo de uma forma mais prática, mas essa minha impaciência não é preguiça, é apenas vontade de ter agora.
É incrível como as pessoas tem a facilidade de dizer: "espere, sua vez vai chegar"... É tão terrível. É terrível saber que o momento bom da sua vida vai chegar, mas para isso você terá que esperar, e fazer tudo dar certo... E o pior é saber que você vai ter que esperar por que não tem outro jeito, e ainda por cima terá que fazer as coisas funcionarem... Fico frustrada só de imaginar.
Talvez eu até seja preguiçosa, talvez as vezes eu mesmo que não faço as coisas acontecerem, mas é que eu sempre espero o natural que nunca acontece...
Estou cansando de esperar.

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