domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fica, vai, volta, some... Mas fica...

Eu falo que vou sair da sua vida. Eu juro que vou ir embora e que não vou voltar. Mas e aí? Eu volto! Eu falo, eu vou te ver, eu vou lá... Eu sempre volto, mas na verdade eu nunca vou. Eu nunca quero ir, eu quero ficar, se quiser ir embora vá você! To cansada de fugir de mim. Eu tô aqui, eu quero estar. E se eu tiver aqui por você? Dane-se esse é meu espaço eu estou aqui para quem eu quiser. Mas se você quiser saber, eu vou gostar se você ficar. Vou gostar de estar certa no fim da história. Vai, fica caramba! Fica hoje, só hoje vai. Mas volta, volta depois de amanhã! Volta mês que vem, ano que vem... Mas vê se volta viu? Ou então vai, vai de vez, não liga, não aparece, não posta, não respire! Vá de vez, isso mesmo D-E U-M-A V-E-Z, nada de oi, de abraço, nem de perguntar se eu fui naquela festa, nem de me fazer favores... Vá por completo querido... Não sou eu que preciso ir embora, é você que não tem que voltar!

P.s. Mas olha, da uma ligada viu?! Só pra ver se tá tudo bem, e se sabe né...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um beijo de luz, e uma companhia para sempre.

Tantas coisas passam pela minha cabeça, mas as palavras não chegam, minha garganta enrola e meus pobres olhos se enchem de lágrimas. "Que sentimento é esse meu deus? Que sensação terrível é essa?" Continuo rogando aos céus mesmo sabendo que de nada adianta, disso eu sei. Mas diga-me, o que é buscar felicidade? Qual caminho? Sinceramente? Estou perdida. Mudaram todas as direções e nem ao menos avisaram... "E eu? Eu estou aqui! E o caminho que estava logo aqui?" Sabe-se lá deus onde está... Estou cansada de perder o caminho, de ficar para trás, de ser sempre a última a chegar. Não me disseram onde havia atalhos, apenas falaram "Para o norte, para o norte!", mas esqueceram de me entregar uma bússola, e as estrelas não apareceram no anoitecer do meu caminho.
Você já se sentiu no meio? Perdido, isolado, sozinho? Já quis gritar mesmo crente que a resposta não viria?
Eu só estou cansada de procurar o que nunca encontrei o que nunca achei nenhuma pista... Acho que só preciso de um beijo de luz antes de dormir todas as noites...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Alice: como finalmente me perdi. Parte 2


Tivemos uma longa conversa, caminhamos um pouco, e a levei até sua casa. Ela havia me disse que morava sozinha e que nunca conseguiu ter alguma pessoa que a compreendesse o suficiente para compartilhar uma casa, por isso havia saído da casa dos seus pais com apenas dezessete anos. Era a louca mais linda que eu já tinha visto na minha vida. Sua fala parecia uma canção para meus ouvidos, aquele sorriso parecia faróis para a minha vida. Como apenas uma conversa me deixou assim? Não sei.
E lá estávamos nós frente a frente, na porta de sua casa. Aquele típico momento que todos sabem o que irá acontecer, mas os personagens insistem em duvidar.
- Legal te conhecer - ela disse enquanto ajeitava o cabelo atrás da orelha. - Você é legal...
- Apesar de achar "legal" um pouco chato vou tomar como um elogio - rimos juntos. - Foi ótimo ter te conhecido.
- Você parece mais feliz... - Ela sorriu como se houvesse algo subliminar em sua última frase.
Ela sabia... É claro que ela se tocara de que eu estava completamente louco por ela.
- Você acha? - foi tudo que conseguir dizer ao olha-la nos olhos.
- Na verdade eu acho outra coisa... - Ela disse olhando para seus pés enquanto os cruzava...
- O que acha?
- Acho que você vai demorar para me beijar. Na verdade acho que vai esperar eu fazer isso do mesmo jeito que esperou eu ir falar contigo. - Ela ergueu seu olhar e me encarou de uma forma devastadora, encantadora, e eu não sabia se a beijava naquele momento ou ficava apreciando aquele lindo sorriso. - Por favor, não demore. - ela sorriu esperando por uma ação minha, mas nada pude fazer, estava paralisado. Por quê? Sabe-se lá deus o porquê...
- Acho que você é a moça apressada mais linda que eu já conheci.
- Acho que você é o cara encantador mais lerdo que eu já vi.
E depois dessas palavras tudo que ela fez foi sorrir e se aproximar, seus lábios se encontraram com o meu, e meus braços se encontraram com seu corpo. Mas não foi o beijo que me envolveu naquele momento, e sim o modo como ela parecia se entregar, parecia estar se rendendo em meus braços, parecia ter achado um porto depois de tantos dias em alto mar. E eu realmente espero estar certo disso, mesmo tendo acabado de conhecê-la.

Continue lendo Alice.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Alice: Como finalmente me perdi


Era uma daquelas noites de luar maravilhosas, com estrelas e uma lua cheia iluminando o céu. Ela estava sentada sozinha, e eu estava pensando em uma forma de chegar ao seu lado. Ela estava tão calada, estava sentada em um banquinho e apenas observava a lua, parecia apaixonada, talvez estivesse... Mas como sou idiota, que chances teria um cara como eu? Então desisti. Sentei em outro banco e perdi minha pequena de vista, talvez assim fosse melhor. Deveria parar de persegui-la.
- Quando você vai finalmente vai vir falar comigo?
Eu me virei rapidamente, e só consegui ver aqueles olhos, e aqueles cabelos que eram soprados pelo vento.
- Me desculpe. - gaguejei um pouco - O que disse?
- Isso mesmo que entendeu garoto - ela sorria enquanto ajeitava seu cabelo - estou esperando desde o dia que percebi que me olha...
- Ora, mas eu não estava...
- Ok, não precisa mentir. - Ela tirou novamente o cabelo de seus olhos e sentou-se ao meu lado. 
Apesar de tudo fiquei um pouco constrangido, e certamente feliz.
- Qual teu nome querido?
- Josh
- Lindo nome... - Ela sorriu enquanto mantinha seus olhos na lua. - Por que nunca veio falar comigo querido? Qual teu medo? - Eu sorri mais bobo do que o normal, e não tinha nenhuma resposta pronta para essa pergunta. O que eu poderia falar? - Por favor, diga alguma coisa, ou quem ira ficar constrangida vai ser eu...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sobre despedidas e olhos azuis.

Não era só um beijo de despedida. Era um daqueles beijos que dizem o quanto querem ficar. Não conseguiam dizer nem se quer uma palavras, mas seus olhos... Ah, seus olhos. Diziam tantas coisas... Eu não sei, talvez você conheça essa sensação, ele estava partindo, mas não sentia nenhuma dor nisso. Não porque realmente queria ir embora, mas só pelo fato de não acreditar que não voltaria. Sua cabeça não conseguia assimilar isso, não conseguia simplesmente acreditar que seria uma viagem sem volta. E os olhos dela? Aqueles olhos azuis, azuis que pertenciam somente a ela. Em outras noites costumava dizer o quanto amava aquela imensidão. Gostava de dizer para ela o quanto aqueles olhos lembravam o mar.
Mas aqueles olhos nunca lhe lembraram tanto o mar quanto naquele momento, aqueles pequenos olhos azuis cercados pelas lágrimas, conseguia sentir a dor que ela estava sentindo em seu peito.
Ele olhou tão fundo naqueles olhos, que parecia estar entrando em um mergulho refrescante, como nas tardes de verão. Como costumavam fazer. A dor o atingiu, como uma bala no peito, como uma agulha no braço, como uma pedra na testa. Como qualquer coisa que possa ser julgada horrível nesse mundo.
- Eu queria tanto poder te pedir para ficar - a voz dela era tão falha, que quase não entendeu aquelas palavras, e certamente preferia não ter entendido.
- Eu gostaria de ouvir e cumprir tal pedido. - ele sentiu finalmente uma lágrima escorrer em seu rosto.
- Fique - ele não soube jugar se aquele tom era de esperança ou só uma tentativa frustante de alívio. Gostaria tanto de atender aquele pedido, mas tudo que fez foi puxar aquele lindo rosto para mais perto de seus lábios, e toca-los com o seu, e sentir aquele gosto, pela última vez.

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