domingo, 24 de junho de 2012

Francis


Você vem, mas é como se não estivesse aqui de verdade. Seu olhar é tão vago, seu sorriso é tão falso querido. Por quê? Você parece nem prestar atenção nas histórias que eu conto, parece tão longe... Francis onde você está realmente? Em que mundo se perdeu meu amor? Em que lugar deixou sua mente? Será que pensa em outra? Será que tens outra amada? Ah Francis, não faça isso comigo. Converse comigo, me conte, me mostre, me faça acreditar, me faça ver esse teu amor, me faça sentir esse amor...
Francis, porque seu abraço é tão leve? Porque não me aperta forte? Porque não conversa olhando em meus olhos? Querido, você está vazio, não consigo ver nada em você... Nem alegria, nem tristeza, nada... O que acontece? O que te incomoda? O que te assusta? Do que foges tanto querido? Eu estou aqui, por você, não há razão para temer...
Francis, você tem tanto a dizer, a fazer, porque fugir? Porque esconder... Estou aqui. Estou aqui por você, pra você...
Francis é uma música da cantora francesa Coeur de Pirate, se gostou do post, confira a música que está em destaque na música da semana.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Uma chance

- Venha comigo, vai ser legal.
- Pelo amor de deus eu já disse que não quero... Estou bem aqui, confortável, tranquila, EM PAZ!
- Você é muito chata! - ele bufou e sentou do lado dela logo no momento em que ela acreditou que ele iria deixa-la em paz.
Eles ficaram em silêncio e ela tentou voltar sua atenção para o livro, mas ele encostou a cabeça no ombro dela tentando ver o que ela estava lendo.
- O que você quer?
- Não posso nem ver o seu livro agora é?
- Você não gosta de ler!
- E daí? Eu quero ver...
Ela levantou irritada demais para continuar aquilo.
- O que você quer? O que você quer de verdade? Você está aqui esse tempo todo, viu que eu não quero ir para lugar nenhum, viu que eu não passo de uma chata, qual é?
Ele levantou em silêncio e devagar, por um minuto ela achou que ele iria beijar ela, mas isso não aconteceu. Ele suspirou e virou as costas.
- Então tudo bem...
Ele começou a se afastar, e ela sentiu uma enorme vontade de chamar ele de volta. Mas não tinha coragem para isso... Mas antes mesmo dela chamar ele se virou:
- Vamos? É só uma festa.
- Mas vão ter várias pessoas, mulheres inclusive...
- Você não entende? Não é pelas pessoas, pelas mulheres... É por você...
De repente a única coisa que ela queria fazer era sair correndo dali com ele, para sempre. Precisava correr... Mas nesse caso, dela mesma.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Algo para se lembrar.


Eles estavam lá, envolvidos naquele clima, envolvidos nas suas histórias, nas suas cicatrizes, estavam unidos pela dor. A dor da perda. A perda que cada um teve em particular.
Ela estava mais envolvida, com toda certeza. Era claro a paixão dela por ele naquele momento. Não que ele estivesse menos envolvido, mas ele não sabia demonstrar os sentimentos - consequências de sua perda -, não sabia como fazer aquilo, mas queria.
Era ela que o envolvia, era ela que conduzia aquele momento, ela percebeu o desanimo nos olhos vagos dele e parou. Não tinha motivos para continuar... Era melhor a solidão do que aquilo. Não precisava de pessoas vazias. Queria ele justamente para fugir das pessoas vazias que a cercava. Mas lá estava, mais um vazio, mais um como as garrafas de vinho no chão. Ela encostou ao lado dele, e ficou lá, tentando se esvaziar de tudo aquilo que sentia.
- O que foi?
- Nada, acho que não estou mais a fim... - ela suspirou e levantou... Grande mentira! Aquilo era tudo que ela queria.
Foi até o armário e pegou outra garrafa. A última. Tentou abrir, mas sabia que seu esforço era em vão, não tinha forças para tirar aquela rolha.
- Me deixa abrir... - Ele se levantou e foi se aproximando dela, ficou realmente perto, retirou a garrafa da mão dela devagar e colocou no balcão ao lado. Ela o olhou curiosa. Por que aquilo agora?
Ele percebeu a inquietação dela, e respondeu todas aquelas duvidas dela com uma ação: encostou a garota no balcão e começou a beija-la devagar, começou a envolvê-la como nunca havia feito com outra. Era isso, era isso que tinha que fazer. Não precisava de mais uma noite falsa, embriagado ou fingindo não estar interessado, não precisa de uma noite que ele não se lembraria. Queria que fosse diferente. Dessa vez queria se lembrar.

domingo, 3 de junho de 2012

O mesmo de sempre


Estava um pouco nostálgica e aliviada ao mesmo tempo.  Só ouvindo certas músicas e lembrando-se de sensações antigas... Não pensava em ninguém necessariamente, mas como se fosse a primeira vez em anos sentia falta das pessoas que costumava conversar antigamente. Tudo tinha ficado chato, já não era mais novidade. E então ela queria mudar tudo, como sempre. Lembrou-se que em certo tempo tinha muita dificuldade com começos em geral, mas agora tinha dificuldade de fazer as coisas durarem. Queria sempre recomeçar, recomeçar e recomeçar até algo finalmente dar certo e ser como ela esperava. Claro que isso nunca iria dar certo, mas ela gostava de imaginar como as coisas poderiam acontecer.
 Ela adorava fazer isso. Imaginar. Mas tudo estava chato demais e até planejar o futuro ou novos começos estava ficando exaustivo. Queria deixar as coisas menos chatas. Queria tanta coisa. Ficava pensando se todo mundo é tão igual como dizem... porque as pessoas que ela conhece são tão diferentes...
No fundo sabia que só estava cansada. Como sempre cansada. Isso realmente a deixava mais cansada, mas era a vida... Ela teria que se acostumar ou então se acostumar

poderá gostar também:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...