segunda-feira, 30 de julho de 2012

Querida,


seu rosto é tão lindo quando você sorri, sua pele branca combina com aquele batom rosa que você passa de vez em quando para se sentir mais bonita. Funciona.

Adoro quando você sai com aquele seu tênis mais velho. Confortável, imagino. Você parece se sentir mais confiante. Você é tão simples, e tão complicada. Sai com esse teu cabelo todo despenteado e gosta. Elas queriam ser como você. Acho que todas elas querem sair despenteadas um dia e se sentirem bonitas como você se sente.

Ah menina, você se encosta e fica olhando para o nada, e pensa... Quando conversa está sempre tentando observar tudo, você parece desesperada, mas é um jeito tão teu. Seus olhos ficam viajando nos olhos das outras pessoas, nos sorrisos, tentando descobrir os motivos delas. Mas de repente você me olha. Você me olha e para ali, e sorri. Fala algumas coisas, mas eu parei de pensar no momento que você soltou esse sorriso. Você parece perceber e volta a olhar para os outros enquanto fica vermelha. E eu acho tão lindo... Se você soubesse.

Isso deve estar péssimo, mas não me importa, do jeito que você é boba vai adorar, e vai sorrir agora, quem nem uma idiota... Deve estar linda.

É tanta coisa que eu quero lhe dizer, tanta coisa para compartilharmos, mas agora é só o começo, e é tudo novo... Deixa acontecer, mas não para de sorrir... Eu adoro.

Com carinho,
Seu querido...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ladrãozinho

O que você quer de mim afinal? Você chega assim, de mansinho, com esse teu jeito de ladrãozinho achando que vai me ganhar...
Meu bem não é fácil assim, vem devagar, me embala nesse teu som, nessa tua voz doce, me embala nesse teu colo e me bota para dormir menino...
Me deita de mansinho, me faz um carinho, diz aquelas coisas que você sabe que eu quero ouvir, e me faz sorrir...
Me veja adormecer lentamente, me conta uma história, me canta uma música ou me tira para dançar de vez...
Faça tudo diferente. Me surpreenda, me encanta, me desencanta, mas vem...
Vem como tiro de festim, vem sorrindo, vem rápido, vem pra mim... E vamos festejar, festejar fingindo que nossa festa não tem hora para acabar.
Vamos fazer o nosso carnaval... Vamos deixar rolar... Vamos ser feliz... Uma vez.

domingo, 15 de julho de 2012

Serei seu barco


A música estava tocando deixando o clima melhor. Era minha música favorita, e ele sabia disso. Estávamos muito distante do mundo, estávamos no nosso mundo. Era algo surreal, algo que sinceramente valeria a pena durar para sempre, mas ambos sabíamos que isso não iria acontecer... Sabíamos que o tempo ia passar, e um dia eu não iria mais querer nem olhar para a cara dele. Mas agora aquele rosto era o mais lindo, aquele sorriso era um farol pra mim... Ele era meu porto, mas mesmo assim ele sabia que eu fui feita para o alto mar.
Ele era como o sol no domingo frio, como um beijo na chuva, como um banho gelado de mar no verão. Ele era todas as coisas boas juntas.
Aquela sensação... Porque teria que acabar? Por que nada é para sempre... Aquela frase girava na minha cabeça, rodava na minha mente...
Ele me olhou nos olhos e sorriu. E eu soube que ele seria meu farol quando eu estivesse em alto mar, ele me guiaria de volta para o porto. Eu sei... Depois da tempestade, ele ia ser o sol, o porto, o farol... Ele seria o que eu precisasse que ele fosse. Então eu me acalmei. Não tinha com o que me preocupar. Estávamos juntos agora, e o nosso para sempre iria durar quanto tempo nós precisássemos... E isso era nossa única certeza.

Maldito marca texto


Você tinha algo sobre mim, algo que eu, que eu juro... nunca ninguém teve antes. Eu tinha sonhos, planos, metas... Mas você chegou no meio disso. Você me bagunçou, me virou do avesso, me colocou na parede e me fez mudar tudo. 
Mudei. 
Eu te queria perto, eu te queria do meu lado, todos os dias... Todo santo e infernal dia.
Sorrisos falsos, conversas falsas, relógio atento, 8:00... Cadê você? Hoje não... E foi assim: longos e longos dias. Maldito relógio...
Eu tinha uma raiva, um ódio. Porque tão distante, porque tão longe, por quê?
E ai você aparecia, desajeitado, com sono, e com vontade de ir embora. E eu sorria, olhava, esbanjava alegria... Mesmo com tudo dando errado, você era uma esperança... Mas que esperança?!
Eu não sei, mas naquele meio todo você se destacava. Você era as frases com marca texto no livro da minha vida.
E agora?
Agora você está longe, mesmo morando aqui tão perto. Agora não nos falamos, mesmo tendo prometido que seriamos amigos. Agora nem te ligo, mesmo sendo sempre a pessoa que liga.
E agora, de verdade? 
Tanto faz...
Somos opostos, estranhos, água e óleo. 
Que saudade, que saudade, que saudade...
Eu estou uma bagunça, tudo está uma bagunça, isso está uma bagunça.
Só eu posso organizar... Mas eu quero ficar aqui, eu quero... 
Adeus. Mais uma vez...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Resenha: Lugar Nenhum - Neil Gaiman

Então galera, como vocês devem ter vistos nas abas do blog agora teremos resenhas de livros (finalmente!). Então para começar essa seção vou falar um pouco de um dos melhores livros que li nos últimos tempos, claro que seria do Neil, um dos melhores autores da atualidade.


O livro conta a história de Richard Mayhew, um escocês que se 
muda para Londres. Lá ele vive uma vida comum, tem um ótimo emprego, uma noiva, e um apartamento. Até ele ajudar uma garota que encontra ferida na rua. Door, uma garota totalmente diferente, e estranha para Richard. A partir do momento que ele a ajuda, o mundo de Richard vira de ponta cabeça, e ele passa a ficar "invisível", e então começa a aventura. Richard descobre que Londres não é só aquilo que ele conhecia, ele descobre uma nova Londres, conhecida como Londres de baixo. Na tentativa de recuperar sua vida de volta, Richard se junta com Door e outros companheiros para tentar descobrir os assassinos da família de Door.

domingo, 1 de julho de 2012

Bem mais do que estrelas cadentes


- O tempo está acabando...
- Ainda temos a noite inteira.
- Eu estou cansada.
- Por favor, não durma. Depois disso você sabe... tudo vai acabar.
- Eu não sei se posso aguentar tudo isso.
- Ficar acordada?
- Não... - ela suspirou - ter que te deixar partir.
- Nós precisamos...
- Você precisa!
- Não deixe as coisas mais complicadas querida - ele a abraçou forte - você sabe o quanto eu quero ficar. Ficaria para sempre se pudesse...
- Mas não pode... - ela estava com o rosto contra o peito dele, e novamente estava chorando - E acho que nunca vai poder...
- Um dia meu bem, um dia estaremos juntos... - ele suspirou enquanto via-a chorar novamente - por favor, pare com isso.
- Será? Será que estaremos juntos novamente algum dia?
- Descanse... 
- Eu não quero...
- Você precisa...
- Você não vai estar aqui quando eu acordar vai?
- Você sabe... - ela o beijou antes que ele continuasse.
- Shiiiiu... Esquece.
Ela olhou para janela e viu uma estrela cadente, virou e sorriu para ele. Ambos fizeram o mesmo pedido. Mas os dois sabiam que nem mesmo uma chuva de estrelas cadentes iria ajuda-los no momento, mas não custava tentar.

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