terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sobre garotas incompreendidas

As garotas a odiavam, e os garotos tinham raiva por gostar tanto dela. Era simpática e gostava de se divertir. Era incompreendida. Não gostava de ouvir conselhos, gostava só de fazer aquilo que a fazia se sentir feliz.
Não tinha escrúpulos, falava palavrões, piadas de mau gosto, brincadeiras irritantes, pegava todos os garotos, e faziam com eles o que bem entendia. Ela se achava no controle da situação na maioria das vezes, mas qualquer um que olhasse para ela realmente conseguia ver suas fraquezas. Era uma garota tão frágil e inocente no mesmo tempo que era completamente forte e pervertida. 
Era linda, isso ninguém podia negar. Tinha uns olhos que certamente te hipnotizariam com uma rápida olhada. Apesar de tudo tinha um sorriso sincero, e queria só paz, isso era claro. Queria apenas viver, mas as pessoas insistiam em julga-la, insistiam em querer que ela se encaixasse em um padrão. E era esse fato que me deixava cada vez mais encantado. O fato dela não se importar com nada na frente das pessoas, mas depois correr para o fundo da festa e chorar. Chorava como uma criança, e chorava para ela apenas. Não esperava consolos, pois sabia que não iria encontrar. Não naquele lugar, não com aquelas pessoas.
Até as amigas gostavam de julga-la, de tentar muda-la. Ela não queria, ela queria sorrir e seguir assim. Ela queria só um cantinho para descansar nesses dias difíceis e uma boa companhia.
Pena que os caras não conseguiam ver a incrível mulher que ela era... Uma pena ela mesmo não conseguir enxergar como ela era maravilhosa.

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