quinta-feira, 27 de junho de 2013

Carmen

Ela sabia que estava sozinha. Abandonará toda a boa vida que poderia ter tido. Carmen jamais desejou as coisas que ofereceram-lhe. Tinha essa birra constante com o mundo, dizia que não precisava provar nada para ninguém, mas todos conseguiam ver que tudo que ela fazia era para as pessoas notarem-na. Suas intenções não eram más, mas como sempre dizem de boas intenções o inferno está cheio. E no fundo é isso que Carmen deseja. Queimar no inferno em busca do seu paraíso perdido.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sobre xícaras de chá e necessidades

Joana não precisava de nada. Na verdade desejava uma xícara de chá, mas não estava com vontade de preparar uma naquele momento. Durante algum tempo essa era a função dele, mas agora o chá já não tinha o mesmo gosto desde que ele se foi. Ficava forte outrora fraco; amargo ou algumas vezes doce demais. Joana definitivamente não sabia preparar o chá que tanto gostava. Enquanto pensava no chá ela se viu completamente dependente daquele que partira, pois quem agora iria preparar o seu chá?

Depois de muito pensar sobre essa questão, Joana levantou-se e preparou um café. Ela sabia como preparar, ela sabia o ponto certo, sabia sem precisar da ajuda de ninguém.


Joana descobriu que não precisava necessariamente do chá, precisava apenas de uma bebida quente para aquecer seu corpo, que agora descansava solitário. Com o tempo as pessoas descobrem o que de fato precisam. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Não preciso da sua ligação

Você prometeu ligar, mas na verdade eu não esperei por sua ligação. Você sabe que eu não preciso da sua ligação. Acontece que depois de tantas chateações você finalmente achou alguém que não está esperando essa bendita ligação. Porém, por algum motivo você decide ligar. Ligar pra falar que perdeu algo que estava no bolso da calça e precisa procurar, mas nós sabemos que você não deixou nada cair. Bem na verdade deixou, mas você sabe que levou tudo na manhã seguinte. Até mesmo se oferecer para limpar a bagunça da noite anterior você se ofereceu, mas meu bem já havia passado dois dias, e certamente eu já tinha limpado e sujado novamente a louça e os lençóis. Você perguntou se sobrou um pouco do vinho que bebemos no decorrer da noite, mas você sabe que não sobrou, você me viu secando o litro durante a madrugada.

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