quinta-feira, 18 de julho de 2013

Para os amores que ainda não foram esquecidos

Você disse que procuraria por mim, disse que estaria aqui nos momentos que eu precisasse. Você me prometeu muitas coisas. Mas essa é a vida, não é? Talvez amor seja isso, promessas vazias cheias de boas intenções. 

As coisas mudaram desde novembro. O frio se instalou na cidade, minha mãe resolveu pintar a casa e temos um gato agora. Minha mãe diz que ele é tão carente quanto eu, talvez seja de fato. Desde daquele dia que vi você partir eu sabia que ia sentir sua falta mais do que o normal. Depois o último telefonema, e agora estou aqui desejando lembrar o som da sua voz, mas é tudo vago. Só o sentimento que continua imenso no meu peito. E é verdade, as memórias se apagam um dia, as fotos somem, as cartas são rasgadas, e de uma hora para outra não há mais nada. Mas ainda há algo aqui, infelizmente.

Nós sabemos que eu só preciso de mais um tempo e tudo isso irá acabar de uma vez por todas. Só mais alguns anos para eu não me lembrar de nada, você sabe, eu sempre esqueço. Arranquei as páginas do caderno que falavam sobre você. Foi necessário. Foram dias memoráveis de fato, mas lá é como minha mente, e pelo menos lá eu consigo arrancar tudo que lembra você. É o único lugar que eu consigo controlar.

Não precisa escrever-me ou até mesmo ligar, as coisas estão voltando ao normal aos poucos, não preciso mais de suas palavras para me confortar, o que tinha para ser dito já foi dito de qualquer maneira. Não estou cobrando o que prometestes, pois já me conformei. Tudo que eu preciso é de mais um tempo, algumas cervejas e em algum momento isso tudo acaba. Em algum momento tudo acaba.

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