terça-feira, 29 de julho de 2014

Sobre batom borrado, cereja e novos mundos

No quarto com o telefone em mãos, sua foto no visor brilhava como as estrelas lá fora. Seu sorriso desajeitado de quem não queria tirar foto, mas no calor do momento todos acabamos cedendo, e eu sei bem como é isso de ceder. Quando eu te vi atravessando a porta daquele lugar lotado, por um momento nada importava mais. Você sorriu e se aproximou. Eu não esperava nada aquela noite, mas você me pediu ajuda. Eu te livrei daquele babaca e você roubou toda minha atenção, de repente ninguém mais era interessante.
No meio do barulho e das luzes você me encontrou novamente, pegou na minha mão e me levou para seu mundo. O gosto de cereja, os lábios borrados de batom... Eu não queria te soltar, mas você foi. Na verdade, eu tive que sair. Aquele era o seu mundo, e de algum modo eu já sabia que não havia espaço para mim. Eu apaguei a foto, caí no sono. Ao acordar o sol brilhava forte no meu rosto e me fez pensar: sempre há novos mundos para explorar e outros sabores para conhecer... Acendi mais um cigarro e voltei a dormir.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Existe amor em SP, nas entrelinhas, mas existe!

Vista da saída do metrô Anhangabaú
Trabalho nas ruas de São Paulo, então estou sempre pelo centro trombando em tudo que você pode imaginar. De famosos a moradores de rua, brechós a boates, cantores a dançarinos... Enfim, aqui tem tudo.
Os dias nem sempre são claros, e as pessoas nunca se importam com você, sempre fumando seus cigarros, ocupadas em seus smarthphones, correndo para não se atrasarem, é tanta correria que às vezes nem da tempo de pensar no próximo. O egoísmo da cidade grande te engole mais rápido do que você pode imaginar, e quando você perceber estará totalmente acostumado com todas as coisas ruins que acontecem por aqui, até que depois de um tempo aquilo não te toca mais.

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