quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Carta aberta: Por que quero ser professora?

Sociedade dos poetas mortos (1989) - "O que quer que digam, palavras e ideias podem mudar o mundo."
Desistir do curso de direito e explicar a todos meus amigos e familiares que agora quero cursar letras não está sendo fácil. Portanto escrevo essa carta aberta a todos que por preocupação com minha futura carreira, com meu estado mental ou por simples curiosidade  para dizer os motivos que me fazem ensejar essa profissão pouco valorizada em nosso país e pelos nosso alunos.

Minha mãe sempre disse que desde pequena eu queria ir à escola, ela dizia que eu via outras crianças maiores indo estudar e não parava de inferniza-la perguntando quando chegaria o meu dia. Esse dia chegou, e a partir daí uma paixão nasceu em mim. Eu não me lembro da minha primeira professora, porque ela me detestava, mas lembro-me muito bem da segunda, Vânia, se não me engano. Foi com ela que aprendi o alfabeto, o alfabeto silábico e li minha primeira palavra: belo. Conheci os números também, mas os mesmos não me despertaram nenhuma curiosidade. Cada palavra nova que aprendia me encantava

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O amor de Johnny Cash e June Carter


Nessa última madrugada finalmente assisti ao filme Johnny e June (Walk the line), que retrata não só a carreira de ambos cantores, mas a belíssima história de amor entre eles.

Em uma das minhas pesquisas encontrei uma matéria em que o filho do casal, John Carter Cash, falava sobre a vida de casado dos pais. Ele conta que não foi fácil o período que permaneceram juntos pois Johnny e June brigavam o tempo todo, ambos tiveram que lutar contra seus vícios, June tinha medo de ser traída, passaram por grandes problemas financeiros... Mas apesar das dificuldades, permaneceram juntos e se amaram verdadeiramente até o fim de seus dias.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Sobre aqueles que não descobriram o amor.


Sentimentos costumam ser confusos e embaraçosos. Eu nunca fui o tipo de cara que me envolvia facilmente com qualquer garota pois isso sempre foi uma tarefa difícil para mim. As pessoas costumavam dizer que encontrar alguém para ficar junto seria ótimo, que eu deveria tentar. A maioria dos meus amigos já tinham encontrado as suas respectivas “almas gêmeas”,  e eu não conseguia entende-los de forma alguma.

Não é fácil manter um relacionamento, eu sei porque já tentei, tentei até demais. Tentei porque era o que diziam que me faria bem, tentei porque olhava aquelas pobres garotas dedicando todo seu tempo para um cara como eu e sentia pena de simplesmente dispensa-las, tentei porque não aguentava mais os almoços de família sozinho e com as cobranças vindo de todos os lados. Eu me enganei por muito tempo acreditando que estava bem, quando no fundo me sentia sufocado. Enganei a mim mesmo até perceber que não precisava de alguém do meu lado se eu não sentia a vontade incontrolável de querer estar junto, até perceber que continuar com alguém por pena não era o jeito certo.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Resenha: A verdade sobre o caso de Harry Quebert - Joël Dicker


Marcus Goldman, um jovem escritor no auge da sua carreira após o sucesso do seu primeiro livro, simplesmente não consegue mais escrever. Com o prazo para a entrega de seu novo livro esgotando-se, ele decide então viajar para New Hampshire, uma pequena cidade em Aurora, onde seu grande amigo e ex-professor Harry Quebert, também escritor, vive. Porem o que Marcus não esperava era o fato de uma jovem, Nola Kellergan, ser encontrada enterrada no quinta de seu ex-professor, 33 anos após seu desaparecimento. Junto do corpo da jovem é encontrada a obra que consagrou Harry: as origens do mal, tornando assim Harry o principal suspeito dessa tragédia que havia chocado a cidade a tanto tempo atrás. Marcus, em uma tentativa de salvar seu amigo, decide iniciar uma investigação por conta própria.
O livro é cheio de personagens e reviravoltas inesperadas, e é incrível como um crime pode envolver tantas pessoas e tantas histórias. Além do mistério sobre o verdadeiro assassino de Nola, o livro trás muitos conselhos de Harry para Marcus sobre como se tornar um grande escritor, sobre o amor, sobre a vida. Em cada início de capítulo há um conselho referente ao que vem a seguir. Esse foi sem dúvidas uma das coisas que mais gostei no livro.

É um thriller longo e confesso que demorei um pouco para terminá-lo, mas valeu muito a pena no final. O escritor suíço Joël foi muito premiado por essa obra, apesar disso há muitas críticas na internet sobre o livro ter mais marketing do que de fato conteúdo (isso é um outro assunto tratado no livro que achei muito interessante). Apesar disso achei-o surpreendente apesar das demasiadas reviravoltas. É um livro de histórias sobre histórias e isso foi o que mais me fascinou, os personagens principais chegam a ficar em segundo plano em alguns momentos.
Mas fica aqui minha dica literária da semana, aguardo comentários dos que já leram e espero que tenha despertado o interesse em alguns.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Poema da semana: Motivo, Cecília Meireles

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias, 
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico, 
se permaneço ou me desfaço, 
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.


Cecília Meireles MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.

domingo, 3 de maio de 2015

Sobre colisões ao longo do caminho

Não temos nada. Começo esse texto afirmando que apesar de tudo, não temos absolutamente nada além de nós mesmos. Temos uma vida inteira pela frente também, mas isso não significa que seguiremos na mesma direção. A vida é tão rara, e apesar de parecer tão medíocre na maioria das vezes, quando estamos seguindo juntos nessa imensidão ela até parece um pouquinho incrível.
Apesar de tudo eu não quero que você me leve contigo. Eu já escolhi o caminho que quero seguir, você já escolheu o seu, e casualmente nesse momento da vida eles se cruzaram e aqui estamos nós em dois caminhos tão diferentes que coincidentemente colidiram, pra nossa sorte ou azar...
Eu não acredito que no fim eles se cruzaram novamente e assim finalmente terminaremos essa estrada juntos. Não é isso. Mas honestamente eu espero te encontrar mais vezes ao longo do caminho para que possamos fugir dessa eterna estupidez cotidiana.
Não te peço nada além de que cruze meu caminho quando quiser, não ouse desviar caso tenha a oportunidade novamente. Apenas deixe que a vida nos faça colidir novamente, naturalmente. Se machucar algumas vezes faz parte, mas eu prometo cuidar de todas feridas que eu causar em você, desde que você cuide das minhas. Mais do que um ao outro, nós temos a vida inteira. E isso só nós podemos entender.

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